Pelo que tu aponta na crítica, parece que nem autor, nem editor, nem revisor leram o livro depois de pronto. Possivelmente, nem o pessoal que votou nele para o prêmio. É bem provável que tu tenha sido o único leitor. Meus parabéns, eu acho!
Tempos atrás, vi um vídeo de uma entrevista do Jefferson Tenório. Em alguns momentos ele fazia uma leitura do próprio livro (O Avesso da Pele). Ele fazia umas pausas, umas caretas, a fala vacilando; como se estivesse lendo o material pela primeira vez. Fiquei na dúvida se o autor da obra foi uma IA, um ghost writer ou ele mesmo.
"Tony Bellotto é tão fora da realidade que acha que um livro de autor desconhecido, publicado por editora pequena, e que não vendeu nada, vai ser objeto de “críticas” (no plural) na imprensa." KKKKKKKKK sensacional.
Eu não consegui passar da primeira página, mas antes de fechar de vez folheei a esmo e bati num trecho que tinha algo como um copo de Skol jazia no canto. Foi a gota d'água.
Pois é. Não li (e nem vou ler), mas confesso que tive a intuição de que esse prêmio foi para o famoso músico e não para um escritor de verdade. Você mostrou com categoria que tinha fundamento o que imaginei.
Caramba, Décio! Você até sabe para que serve um torno mecânico. Uma revisão poderia ter trocado essa metáfora e a parte do "não vendeu nada [livros]" para "vendeu muito pouco". Obrigado por avisar que vou passar esse livro.
A sua resenha sobre livros mornos tem pontos de contato com uma entrevista de alguns meses atrás da professora aposentada Aurora Fornoni Bernardini para a Folha de São Paulo, na qual ela declarou que a literatura contemporânea está privilegiando o conteúdo em detrimento da forma e ficando mais pobre. Como ela citou escritores para ilustrar a sua afirmação, gerou o maior quiproquó.
O torno é usado para dar forma a objetos com seção transversal circular, e muitas vezes deixá-los perfeitamente lisos, como as famosas "pernas bem torneadas". Eu vi por alto esse bafáfá aí, ela esqueceu de dizer que muitas vezes nem o conteúdo presta...
Queria ler a sua resenha sobre Escalavra de Marcelino Freire (que era o meu preferido para ganhar o Jabuti). Aliás, esse livro não deveria entrar em literatura de entretenimento? Me diga, amigo Décio
Pelo que tu aponta na crítica, parece que nem autor, nem editor, nem revisor leram o livro depois de pronto. Possivelmente, nem o pessoal que votou nele para o prêmio. É bem provável que tu tenha sido o único leitor. Meus parabéns, eu acho!
Tempos atrás, vi um vídeo de uma entrevista do Jefferson Tenório. Em alguns momentos ele fazia uma leitura do próprio livro (O Avesso da Pele). Ele fazia umas pausas, umas caretas, a fala vacilando; como se estivesse lendo o material pela primeira vez. Fiquei na dúvida se o autor da obra foi uma IA, um ghost writer ou ele mesmo.
Tem crítica do livro do Jefferson aqui?
O cara já é casado com a Malu Mader, precisa de prêmio?
Pois é
Kkkk 😂😂🥹, o senhor está correto.
"Tony Bellotto é tão fora da realidade que acha que um livro de autor desconhecido, publicado por editora pequena, e que não vendeu nada, vai ser objeto de “críticas” (no plural) na imprensa." KKKKKKKKK sensacional.
Boq
E esses nomes horríveis?
Eu não consegui passar da primeira página, mas antes de fechar de vez folheei a esmo e bati num trecho que tinha algo como um copo de Skol jazia no canto. Foi a gota d'água.
Gota de Skol
Pois é. Não li (e nem vou ler), mas confesso que tive a intuição de que esse prêmio foi para o famoso músico e não para um escritor de verdade. Você mostrou com categoria que tinha fundamento o que imaginei.
Gostei muito da resenha. Me ajudou a não ler. Credo,como um livro desse ganha prêmio???
Obrigada, Décio! Eu não o leria de qualquer modo. Sigo feliz lendo a nossa Verunsck, a nossa Lucyani Aparecida e a Lucia Berlin. Avante!
Décio, vc é um martir! Como é que alguém consegue ler tanta porcaria?
olha, ri muito aqui com o artigo e os comentários. Puxa, ler livros ruins deve ser duro. Mas deve ter suas recompensas...
A gente ganha pouco mas se diverte
Vc está fazendo um grande trabalho. Com tantas opções à disposição para ler, sabemos do que temos de fugir rs
Obrigado. Pode ajudar esse grande trabalho divulgando e considerando o acesso pago…. :-)
Como eu cansei de fazer música ruim, vou agora usar do meu "prestígio" para virar escritor.
Caramba, Décio! Você até sabe para que serve um torno mecânico. Uma revisão poderia ter trocado essa metáfora e a parte do "não vendeu nada [livros]" para "vendeu muito pouco". Obrigado por avisar que vou passar esse livro.
A sua resenha sobre livros mornos tem pontos de contato com uma entrevista de alguns meses atrás da professora aposentada Aurora Fornoni Bernardini para a Folha de São Paulo, na qual ela declarou que a literatura contemporânea está privilegiando o conteúdo em detrimento da forma e ficando mais pobre. Como ela citou escritores para ilustrar a sua afirmação, gerou o maior quiproquó.
O torno é usado para dar forma a objetos com seção transversal circular, e muitas vezes deixá-los perfeitamente lisos, como as famosas "pernas bem torneadas". Eu vi por alto esse bafáfá aí, ela esqueceu de dizer que muitas vezes nem o conteúdo presta...
Aqui, o senhor serviu uma Crítica senhor Décio! Bravo 👏👏👏
Excelente argumentação!
Ah ah.
Queria ler a sua resenha sobre Escalavra de Marcelino Freire (que era o meu preferido para ganhar o Jabuti). Aliás, esse livro não deveria entrar em literatura de entretenimento? Me diga, amigo Décio
Aquela que disse que vários livros recentes não são literatura???