Eu insisti e fui até o fim na esperança do texto justificar o início fraco, mas, infelizmente, não aconteceu. O escritor tem o domínio da escrita formal, mas literatura exige mais que isso. Grandes escritores trabalham também com o trivial da vida, há inúmeros exemplos. O autor apenas enfileirou uma sequência cansativa de cenas desinteressantes. Você pode escrever um personagem frio em sua rotina monótona e fazer uma história intrigante (O Estrangeiro de Camus é um clássico), mas tem que fazer isso de maneira interessante. E no fim, a mosca só me pareceu um recurso muito mal usado para tentar emprestar algum sentido mais profundo no texto, dá um tom mais literário, porém na minha leitura tornou o texto um tanto patético. Sem falar que há muitas frases no texto que soam mal ao ouvido e outras que são pretensiosas e vazias, como exemplo: "Havia uma doçura nessa intimidade sem lastro: mais fácil ser algo para estranhos do que sentir-se um estranho entre os seus. Pode-se ser qualquer coisa para qualquer um, ou nada para todos. Tanto faz.". Enfim, acho que o escritor precisa empregar mais alma no texto, isso não significa que deva sair do trivial e partir para um roteiro maluco. O caminho é tornar o trivial atraente para os olhos do leitor, o que esse texto passou longe de conseguir.
Reconheço os riscos de começar assim, mas acho que foi bem executado aqui. A reviravolta recompensa o leitor. É um ótimo conto.
Gostei demais!!! Bem escrito e muito reflexivo.
Não me atraiu. Muito adjetivado no início. Parei no primeiro terço.
Eu insisti e fui até o fim na esperança do texto justificar o início fraco, mas, infelizmente, não aconteceu. O escritor tem o domínio da escrita formal, mas literatura exige mais que isso. Grandes escritores trabalham também com o trivial da vida, há inúmeros exemplos. O autor apenas enfileirou uma sequência cansativa de cenas desinteressantes. Você pode escrever um personagem frio em sua rotina monótona e fazer uma história intrigante (O Estrangeiro de Camus é um clássico), mas tem que fazer isso de maneira interessante. E no fim, a mosca só me pareceu um recurso muito mal usado para tentar emprestar algum sentido mais profundo no texto, dá um tom mais literário, porém na minha leitura tornou o texto um tanto patético. Sem falar que há muitas frases no texto que soam mal ao ouvido e outras que são pretensiosas e vazias, como exemplo: "Havia uma doçura nessa intimidade sem lastro: mais fácil ser algo para estranhos do que sentir-se um estranho entre os seus. Pode-se ser qualquer coisa para qualquer um, ou nada para todos. Tanto faz.". Enfim, acho que o escritor precisa empregar mais alma no texto, isso não significa que deva sair do trivial e partir para um roteiro maluco. O caminho é tornar o trivial atraente para os olhos do leitor, o que esse texto passou longe de conseguir.
crítica válida
Para mim a leitura também cresceu ao entrar no aeroporto, e fluiu depois da aparição da criança, que me arrancou uma gargalhada, gostei bastante.
Quando terá outro concurso? Quais são os critérios?
Só no ano que vem. Os critérios estão no post de divulgação:
https://deciomachado.substack.com/p/segundo-concurso-afiado-de-contos